15
Jan 12

Antes de mais, quero agradecer as inúmeras mensagens para voltar ao Poetas Amigos.

 

Informo que transferi este Blog da velha plataforma Blogs  Sapo, a minha amiga de outros tempos, onde aprendi e cresci minimamente a utilizar o html.

 

O antigo está aqui guardado:

 

http://poetasamigos.oldblogs.sapo.pt/

 

Infelizmente, por esses ou outros motivos, alguns dos textos ficaram "desalinhados" com a transferência. Com o tempo farei os possíveis para os melhorar.

 

João Amendoeira

 

www.joaoamendoeira.com

publicado por Joao Amendoeira às 15:03

21
Fev 11

amigo.JPG

Quando choras

eu choro contigo,

sou teu amigo,

nunca te hei-de abandonar.

 

 

Tenho um aperto no coração quando estás triste.

Hoje desapertou, um pouco, quando sorriste.

 

 

 

João Amendoeira in Apologia, Folheto Edições&Design, 2009.

publicado por Joao Amendoeira às 21:29

13
Nov 10
Sonhar é ter uma ninfa despida a sair do leito quente da selva para saborear os lábios envoltos de mel com chocolate. Vai sonhando, vai sonhando, enquanto sonhas podes provar o que quiseres. Vai sonhando.
publicado por Joao Amendoeira às 16:17

21
Mar 10

“Deus estava a dormir quando acordou sobressaltado pelo encandear da deusa que segurava um cesto ungido de flores.

 

 - Meu Sol… sentes o timbre harmonioso dos planetas?

 

 - Eu gosto quando te inclinas sorridente com teu aprazido vagar

 

… - Gostas do toque dos meus seios, das flores, da génese e dos poetas?

 

 - Eu sei, eu sei, é Primavera. Beija-me, vamos festejar.”

 

 

João Amendoeira

publicado por Joao Amendoeira às 12:44

24
Fev 10
João Amendoeira
publicado por Joao Amendoeira às 18:56

24
Jan 10

Escadas.JPG

N

a vida...

 

…há muitas estradas que se encerram

muitos caminhos que ficam por descobrir

muitos passeios por pisar

 muitas escadas por subir

 muitas janelas por onde espreitar.

 

 

Depois

 

… Depois, mesmo que se volte atrás

 e se rasguem todas as ervas

 daquelas escadas que não esquecemos,

 

 daquelas escadas que não subimos,

 nada será igual nada será como dantes…

 Talvez até já não exista lá nada.

 

 

João Amendoeira (poema e fotografia)in "Apologia: Há memórias que um poema não esquece", Conto & Poesia, Folheto Edições, 2009.

publicado por Joao Amendoeira às 12:40

01
Ago 09
DSC02439.JPGO

lançamento do APOLOGIA surge como o primeiro gesto da primeira raiz que rompe a semente. A gente que fez meia sala do auditório da biblioteca municipal de Tomar, ao mesmo tempo que do outro lado da cidade se realizava uma homenagem a Manuel de Oliveira, deliciava-se com a brisa de poesia e discurso que reinaram durante a tarde de 13 de Junho.António Manuel Ribeiro, autor do prefácio e primo, um dos génios fundadores do rock português, em conjunto com o notável Carlos Moisés e o editor Adélio Amaro, tornaram o momento em primazia, enriquecendo-o pelo saber das suas notáveis palavras.Um dia que esconde a privacidade, o trabalho árduo por detrás do mundo, aquele que viveu em jogo na organização. Mas foi, sem raiz de arrependimento, neste mundo de interesses, onde vivi gratificado, por tal esforço, que sem dúvidas ficou imortalizado em mim e por quem o viveu.Foi bom parar neste dia, estar ali sentado e ter perante nós actores, recitadores de poesia, artistas consagrados, e um livro que fez juntar toda aquela gente para dizer a sua nascença. O primeiro filho.O Pedro Fabrica e a Tânia Querido, da Escola de teatro Raul Solnado, com encenação preparada por José Renato Solnado, transformaram e deram inicio à apresentação, fizeram descobrir em palco o primeiro conto (“Na voz dos Deuses, a Poesia”) presente no livro, a chama que enche o imaginário humano de quem lê e tenta descobrir a vida que existe nas palavras que percorrem as folhas. O Pedro Silva e a Vera Bártolo deram, também eles, uma vida especial ao recitarem poemas presentes no APOLOGIA.Mesmo que as lembranças se deixem ir dormindo na memória de quem assistiu, a maçã e o sabor do palco deste dia ficou de certo em suas mentes. Há memórias que um poema não esquece.
João Amendoeira(na fotografia, da esquerda para a direita, Adélio Amaro (Folheto Edições), Carlos Moisés (Quinta do Bill), João Amendoeira, António Manuel Ribeiro (UHF))
publicado por Joao Amendoeira às 14:43

14
Jun 09

pSerás sempre mais do que algo mais,

mais que um sorriso nesse teu olhar justo bem definido,

onde nasce a coragem sincera por demais,

por mais que esteja, que seja, o teu sorriso guarnecido.

 

 Porque um dia é mais um passo, e um passo é mais um dia,

mesmo que a correr por demais no inconsciente,

sorrir é bom, tal como a certeza da poesia,

ao adormecer todos somos anjos num sono inocente.

 

 

João Amendoeira In "Apologia: Há memórias que um poema não esquece". Folheto Edições, 2009.(

publicado por Joao Amendoeira às 09:56

09
Mai 09
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publicado por Joao Amendoeira às 19:31

22
Mar 09

L 

Das mãos como sede

 

Madrugo como quem o destino escreve

 

e procura de pé seu sonho mais verde

 

como a noite serena e breve

 

 

não resta ao mundo que entender

 

de me entender onde não estão

 

os próprios que devem entender

 

os pássaros e o sentido da paixão,

 

 

das mãos como sede

 

madrugo meu próprio voo, a vida,

 

abrindo no resguardo, as asas, o sonho mais verde,

 

abre, o silêncio do vazio da partida,

 

 

lá do cimo das raízes desta madrugada por morrer,

 

a vida, convoquei meus sonhos em bandos

 

nas árvores falantes que me viram nascer,

 

para termos tantos caules quanto anos.

 

 

 

João Amendoeira
in Poiesis XVII, Editorial Minerva, 2009.

publicado por Joao Amendoeira às 14:29

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